Aquecendo o inverno com as tendências da 31ª SPFW

Aconteceu neste útlimo junho nos dias 13 a 18 na Bienal de São Paulo no Parque Ibirapuera, a 31ª edição do maior evento de moda do país, o qual completou 15 anos nessa temporada. A 1ª edição ocorreu no ano de 96, quando ainda era chamado de Morumbi Fashion Brasil. Em janeiro do 2001 na sua 10ª edição, o evento ganhou o nome de São Paulo Fashion Week, fixando território no mundo fashion e posicionando o evento como principal plataforma do design de moda nacional no Brasil e no mundo. Segundo o organizador do evento Paulo Borges, os primeiros 15 anos da SPFW projetaram um futuro para a moda brasileira, foi um tempo de conquistas e celebrações.

Para essa última edição que trouxe as tendências para a primavera/verão 2011/2012, o tropicalismo brasileiro não ficou de fora. Em termos de cores e estampas, houve um destaque para o branco e as cores cítricas mantendo a ousadia do neon da década de 80 e para as estampas prevaleceram ilustrações de bichos e folhagens. O color blocking, nome dado aos looks que misturam cores vibrantes e contrastantes, na semana de moda foi exemplificado em cores como verde, azul, pink e laranja. Os brilhos aparecem nos cristais, paetês, resinas e em tecidos como tafetá e lurex que voltam com tudo.

As transparências continuam em evidência mas inovadas com recortes geométricos feitos em tecidos super finos, quase imperceptíveis. As rendas, as telas que além de insinuarem transparência, trazem para as roupas texturas diversas como também os bordados e aplicações.

Sobre os decotes, essa será a temporada das costas à mostra. Blusas e vestidos no conhecido modelo frente-única, aparecerão com um formato não tão tradicional e os decotes profundos nas costas além de super fresquinhos são sexy e estarão em evidência também na estação do calor.

As silhuetas marcadas continuam mas, principalmente em calças, shorts e bermudas, além da cintura bem alta o dorso aparece mais justo. Nesta questão, destaque para o estilista Alexandre Herchcovitch que trouxe peças inspiradas nos acabamentos dos modelos das décadas de 40, 50 e 60 na sua coleção feminina. Para ele, com o tempo as roupas ficaram mais industriais e acabaram perdendo essa característica de serem melhor acabadas. Ele trouxe também uma paleta de cores em sua maior parte em tons pastéis, mas com um toque de vermelho em algumas peças e bastante brilho dourado e prateado. Alexandre colocou na passarela muitas saias e vestidos de corte reto e godê na altura dos joelhos, alguns shorts curtíssimos e calças no modelo capri, fechando com maiôs de corte parecido aos dos anos 60 evidenciando a cintura em praticamente todas as peças.

Os anos 70 também não ficaram de fora, foram lembrados nos volumes e em alguns caimentos. As calças pantalonas e boca de sino muito comum desse período, roubam a cena dos modelos skinny que fizeram sucesso nas estações passadas. As roupas são confeccionadas com tecidos leves e fluidos, trazendo a liberdade e romantismo do movimento “paz e amor” que é a marca registrada dessa década.

Para finalizar, a mistura de roupas femininas e masculinas se mantém após o inverno. Com o sucesso do modelo sérvio, de tipo andrógino Andrej Pejic, essa tendência ficou muito mais evidente, deixando claro como diversas peças podem ser usadas por ambos os gêneros sem perder necessariamente a sua característica.

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